Pular a navegação e ir direto para o conteúdo


  • TAMANHO DA LETRA:
  • A-
  • A+

26.06.2011

Quase um terço das pessoas vigia o parceiro na internet

PDF

Você costuma “vigiar” o que o seu namorado faz no mundo virtual? Ou procura “espiar” o perfil nas redes sociais das mulheres que conhece ou pelas quais tem interesse? Saiba que não está sozinho nessa “vigilância”. Segundo uma pesquisa da Intel Brasil com mais de 450 internautas brasileiros, 30% admitem que “xeretam” o parceiro na web.

A estudante de direito Emília (nome fictício), 22, por exemplo, faz da rede uma importante ferramenta para “investigar” os passos de pessoas que a interessam. “É algum cara que eu ‘cismo’ e não posso perguntar informações diretamente para ele ou tenho vergonha”, exemplifica.

Nessa busca, o Google é um poderoso aliado. No site, Emília digita o nome completo ou e-mail do “alvo” e tem acesso ao currículo, contatos profissionais e até mesmo aos comentários que ele fez em blogs. “As pessoas gostam de ter a ideia de que existe privacidade. Mas não é assim. A única coisa que fiz foi colocar o nome completo do cara e o e-mail dele. Está tudo ali”, diz.

Em alguns casos, os “xeretas” são até chamados de stalkers. A palavra em inglês classifica uma pessoa obcecada por outra, que não mede esforços para a vigília constante. Para a psicóloga Heloisa Lasmar, professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), não adianta impedir as pessoas de se vigiarem. “O que pode mudar é a pessoa se perguntar por que vigia. Quando isso é demais, a própria pessoa vai saber o quanto vigiar a faz sofrer”.

Consentimento. Por outro lado, a “xeretagem” pode ser consentida e sem grandes problemas para alguns casais. A pedagoga Laila Rosane Batista, 23, por exemplo, entra nos perfis do Orkut e do Facebook para ver as atualizações do namorado, Lucas Graciott, 21, técnico de informática. “Se ele adicionar alguém e for mulher, procuro saber quem é”, diz.

Lucas, por sua vez, já viu informações que o incomodaram, mas brinca que, atualmente, Laila as “esconde bem”. “Logo que a gente começou a namorar, vi foto do ex dela no Orkut, porque ela não acessava a conta. Pedi para tirar e ela atendeu numa boa”, comenta ele, ressaltando que o casal conversa pessoalmente sobre qualquer desconforto provocado no meio virtual.

Diálogo – A conversa “ao vivo” entre o casal é fundamental para eliminar pensamentos maliciosos provocados pela web. “Na internet, o que os olhos não veem a fantasia completa”, alerta a psicóloga Andréa Jotta, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Se o “espião” encontrar algo desagradável, a dica da especialista é : “Guarde com você essa informação”. “Não se pode resolver problemas pessoais no ambiente público”, orienta. Para ela, saudável é você conseguir aceitar que tem coisa que seu parceiro faz quando não está com você e, ainda assim, respeita o que foi combinado.

Uso da senha é individual

A enquete da Intel Brasil mostrou que 13% dos “xeretas” assumidos têm as senhas do parceiro. Porém, usar a conta de outra pessoa não é a tarefa mais indicada. Segundo o advogado especialista em direito digital Alexandre Atheniense, revelar a senha significa infringir termos de serviço de uma rede social. “Tem cláusula que estabelece que se deve manter a senha pessoal e intransferível”, alerta. Porém, no Brasil, não é crime acessar escondido a conta do usuário oficial. Mas, se o “invasor” usar esse perfil para difamar terceiros, pode responder judicialmente por isso.

 

Fonte: O Tempo

Publicado na(s) categoria(s) Mídia, Notícias, Privacidade, Rede Social

Deixe um comentário

  • *

Para sua imagem aparecer ao lado de seu nome nos comentários, cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual comentou.