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07.04.2011

Streaming vai se tornar maneira mais popular e legalizada de ouvir música

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STREAMING

Download para quê?

Hábito de ouvir música direto na internet ganha fôlego com aumento do número de assinantes de serviços móveis.

Esqueça o CD, o MP3 player, o iPod e companhia limitada. Em 2016, ouvir música diretamente na internet, dispensando o download das faixas, será a maneira mais popular de consumir canções sob demanda. E o melhor: tudo legalmente.

A aposta é de um novo estudo da ABI Research, instituto de pesquisa em mercado global de tecnologia, baseado em Nova York. Os sites que permitem ouvir música por streaming chamam atenção com a expansão da banda larga e acenam para aplicativos que levam suas playlists direto para o celular.

Até o fim de 2011, o número de assinantes de serviços móveis de streaming deve chegar a 5,9 milhões, de acordo com a ABI. Essa fatia vai ultrapassar 161 milhões em 2016, representando crescimento anual perto de 95%.

A mobilidade é justamente a fronteira que vai impulsionar o crescimento dos serviços de streaming de áudio. Com eles, é possível, por exemplo, sincronizar playlists entre o computador e os aplicativos em dispositivos móveis: nenhuma das máquinas armazena nada. Assim, os arquivos não ocupam espaço e podem ser acessados em qualquer lugar. É possível começar a ouvir uma playlist em casa, a partir do computador, e continuar na academia, com o telefone, por exemplo.

“O streaming é um caminho sem volta. É uma forma legal de fazer distribuição de serviços de mídia”, opina Alexandre Atheniense, advogado especialista em direito tecnológico. “Isso permite consumir esses conteúdos no celular. Ninguém vai baixar um CD inteiro no celular, por streaming é mais rápido, e bem menos chato”.

Para a ABI, gravadoras e produtores musicais que se descabelam para conter a pirataria podem ganhar, com os serviços de streaming, oportunidade de monetizar muito do consumo que correria solto, sem base de receita, com os downloads ilegais. Com a popularização, os preços de assinaturas para planos mais completos, em serviços como o Netflix e o Spotfy, também tendem a diminuir.

Nos Estados Unidos, serviços de streaming como Pandora ou o recém-lançado Amazon Cloud Player chamam a atenção. Nós testamos alguns dos serviços que funcionam no Brasil e permitem a criação de contas gratuitas para criar playlists e ouvir músicas on-line.

SÓ EMOÇÃO - Vai receber amigos para cozinhar em casa? Acabou de acordar? Está calmo? Triste? Para cada uma dessas situações, há uma playlist já criada no Stereomood. O site se define como “uma rádio emocional gratuita, que sugere músicas que melhor se encaixem nos humores ou atividades diárias das pessoas”.

Mais que uma rádio on-line, é uma ferramenta para criar playlists para cada ocasião e compartilhar emoções por meio da música. Uma nuvem de tags na página principal torna as playlists mais populares acessíveis a todos que acessam o site – mesmo sem cadastro algum já é possível usufruir dessas compilações preparadas anteriormente por outras pessoas que já usam o site.

Para criar suas próprias playlists, é preciso fazer o cadastro gratuito. O Stereomood se torna excelente plataforma para conhecer novas músicas. Também é possível navegar por artistas e álbuns, depois de conhecer as playlists.

Ponto para o bom humor dos criadores de listas de músicas batizadas com nomes curiosos, como “Ocupado como uma abelha”, ou oportunos, como “Jantar à luz de velas”, “Fazendo amor” ou “Afrodisíaca”.

A grande maioria das sugestões, seguindo a onda da maior parte dos usuários do site criado na Itália, são de músicas internacionais. A exceção destacada na capa é a lista “Saudade”. Com o nome mais em língua portuguesa possível, ali a bossa nova reina. www.stereomood.com

COMPARTILHA AÍ – O Grooveshark é uma plataforma de compartilhamento de músicas on-line, com mais de 22 milhões de adeptos no mundo todo. Um dos objetivos expressos é “mudar a indústria da música de forma que eles parecem tão teimosos em considerar”. Com isso, o sistema permite que as pessoas subam as músicas, mas não permite que outros possam baixar o conteúdo e armazenar os arquivos.

“A nossa legislação não tem nenhuma flexibilização quanto a isso”, explica Atheniense. O especialista em direito tecnológico diz que o simples ato de subir o arquivo de música já é uma infração à lei brasileira de direitos autorais: “Hoje vivemos uma era da cultura digital, mas a legislação ainda está na era do papel”. Ouvir, por outro lado, não é infração.

O site tem mecanismo de busca poderoso por faixa, artista ou álbum. O player on-line funciona com tecnologia Flash – o que o deixa de fora de brinquedinhos da Apple, como o iPhone ou o iPad. Em contrapartida, está presente em apps para Blackberry e Android.

Com o objetivo de permitir que as pessoas se conectem por meio da música, outro ponto forte do Grooveshark é a integração para compartilhamento via Facebook, Twitter e StumbleUpon. Com poucos cliques, é possível atrelar as contas dessas plataformas e contar aos seus amigos suas descobertas musicais mais recentes. O ápice dessa história é o widget em flash para publicação em blogs do WordPress – a ferramenta cola, no blog, uma janelinha do Grooveshark, permitindo aos visitantes do blog ouvir a seleção musical do blogueiro. www.grooveshark.com

NO ANDROID E NO IPHONE – Rádio on-line multiplataforma em que você é o programador musical. Assim é a Jango Radio, serviço de streaming musical gratuito que, apesar de algumas restrições, sai na frente no quesito mobilidade, com apps que permitem sincronia bacana entre o que se ouve no computador e o que se continuará ouvindo no telefone.

Para salvar playlists, é o mesmo esquema: cadastro gratuito. Assim, quando você faz o login no computador ou configura os dados da conta no celular, o sistema consegue reconhecer o usuário e carregar suas listas de músicas.

A visão geral multiplataforma permite que o serviço, pago com publicidade, esteja acessível tanto em iPhones quanto em Androids. Enquanto a briga por plataformas ainda é emocionante, esta é de fato, a melhor solução; marcar presença nas principais. É claro que as versões mobile são inferiores ao website completo, mas não é nada seriamente comprometedor.

A Jango Radio permite a personalização de suas próprias estações, oferece recomendações baseadas nas músicas e artistas que cada usuário classifica como melhores. Da lista geral, permite que cada um defina canções para “tocar sempre”, “às vezes” ou “nunca”.

Em contrapartida, é bom experimentar já avisado das limitações: não permite ouvir mais de uma vez a mesma música nem retroceder a faixas anteriores. Alguns artistas têm poucas músicas disponíveis e é impossível cancelar a conta pessoal diretamente – é preciso mandar um e-mail para os administradores para fazer isso. www.jango.com

O QUE ESTÁ TOCANDO AGORA – Se houvesse uma lista daqueles apps mágicos que deixam as pessoas boquiabertas, o Shazam certamente seria top 5. Imagine que você está sentado em um café qualquer e o DJ começa a tocar uma música incrível. Tudo o que deve fazer é pegar o telefone, abrir o app e deixar que ele grave o som ambiente por 10 segundos. Pouco depois, surge na tela do telefone o nome da canção, do artista, a imagem da capa do álbum e uma lista de vídeos no YouTube, com o clipe da música.

A pesquisa é feita em uma base de dados com mais de 10 milhões de músicas. Algumas vezes, vale dizer, não encontra correspondência. O Shazam fechou parceria com o site sueco de músicas on-line Spotify – restrito à Europa. Ali, você encontra a música no Shazam e pode comprá-la, a partir do telefone, no Spotify.

Para lembrar depois, vale usar o Facebook ou o Twitter como bookmark – o app é integrado a essas mídias, permitindo postar, na hora, o nome do artista que você acaba de descobrir com o Shazam. Para testar, o app é gratuito (nessa modalidade permite cinco “descobertas musicais”) e a assinatura custa a partir de US$0,99 por ano. Disponível em Windows Phone 7, iPhone, iPad, Android, Nokia e Blackberry.

Fonte: Estado de Minas

Publicado na(s) categoria(s) Direito Autoral, Mídia, Notícias

Um comentário

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  1. JefferDesigner comentou em 6.10.2012

    Eu sou estudante de Sistemas de Informaçao e nao conhecia esse método de STREAMING, já tinha até pensado em criar algo parecido e como ja tinha imaginado realmente é um avanço pelo fato de nao ocupar memoria.

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